11 de julho de 2016

O dia que eu virei Youtuber (risos altos)

ACONTECEU.

Já tinha bastante tempo que queria produzir algum conteúdo em vídeo, mas a revelia dos incentivos dos amigos e família ficava adiando, arranjando um monte de justificativas. Preguiça, falta de infraestrutura, vergonha...

Ai num desses finais de semana conversando com maridex sobre o assunto ele me vira e pergunta: "porque você quer fazer isso?"

Pensei por um segundo e respondi: “UAI, pra me divertir...

Então ele concluiu que se eu estava fazendo por mim mesma, e não por atenção ou autopromoção, eu tinha que simplesmente fazer! Sem neuroses.

Dai eu fiz! Hahaha

Não é profissional. Não tem a melhor câmera, nem o melhor ângulo, nem microfone, nem nada demais. Mas tem eu falando de coisas que afligem meu mundo balzaquiano.


Nasceu o Ruiva de Trinta.

Se inscreve! Nunca te pedi nada!


17 de junho de 2016

Precisamos falar sobre escolhas (e sobre Sense 8)

Eis que depois de décadas resolvo maratonar Sense 8.

Já tinha assistido o primeiro episódio pelo menos umas três vezes sem engatar, mas segui em frente e MIGAS o que é aquilo em nome de Jesus?

PASSEI MAL com aquela série. Amei a história, amei os personagens, desenvolvi crushes, shippei casais e estou DESESPERADA, deixa eu soletrar talvez vocês não entendam a dramaticidade da situação, D-E-S-E-S-P-E-R-A-D-A, pela segunda temporada.

To seguindo todos os atores no instagram, já li tudo na internet sobre o assunto. Naquelas de stalker.

(acho que bati o recorde de internetês em uma única introdução)

Dentre tantas reflexões e confusões mentais que a série me trouxe, num dos episódios o personagem Capheus, mais conhecido como Van Damme (e que será substituído na S02 por outro ator porque arranjou treta com a produtora. Bapho) soltou essa frase:

"Como podemos saber se somos nós que fazemos a escolha ou se a escolha nos faz quem somos?"

Pifei. Comecei a pensar nisso tão loucamente, tão profundamente.

Talvez porque tudo isso esteja combinado com minha crise dos trinta anos quando você começa a questionar toda a sua vida e suas decisões e começa a pensar "o que diabos eu estava fazendo nesse tempo todo que eu nem vi passar?". Talvez. São questões. Pode ser só mercúrio retrógrado mesmo. Mas o fato é que a gente começa a refazer os passos que nos trouxeram até aqui.

A gente chega a um ponto da crise que começa a pensar que se pudesse voltar no tempo faria escolhas completamente diferentes, o que faria com que o resultado atual pudesse ser mais próximo do que realmente sonhamos pra nós.

Mas aí entra a questão de Capheus: Será que realmente faríamos escolhas diferentes?

Será que nós pensamos em escolhas diferentes porque as escolhas que fizemos nos conduziram a ser o que somos hoje e o que o nosso eu de ontem não seria capaz de diferente? 
CALMA.

O que eu tô tentando dizer é: nós só tomaríamos caminhos diferentes no passado se fôssemos a pessoa que somos hoje. Mas nós só somos as pessoas que somos hoje pelas escolhas que fizemos no passado.

DEU PRA ENTENDER? TO SURTANDO?

O fato é que eu chego à conclusão de que são as nossas escolhas que nos fazem quem somos. Que por mais que tenhamos esse ideal romântico de que seríamos capazes de nos conduzir a uma rota completamente diferente estamos nos enganando quando o fazemos. E que nos apegarmos a essa ilusão nos prende e nos transforma em grandes covardes diante da necessidade de mudança pelas escolhas já feitas.

Valorize a sua bagagem (não estamos falando de bundas aqui, mas valorize a sua também). Valorize seu histórico e tudo que foi construído até aqui. Mas não tenha medo de fazer novas escolhas sendo o ser novo e transformado que você é. Não tenha medo das mudanças que suas escolhas fizeram em você. Não se assuste se hoje você é uma pessoa completamente do que foi. Nunca se arrependa do que fez, apenas tire lições de tudo e siga em frente. O tempo é relativo e se tem algo que tenho sempre reaprendido é que é muito ok recomeçar do zero em qualquer tempo.

O que vocês acham? Tô sozinha aqui pirando?

Assistam Sense 8 e conversem comigo por favor? Eu não tô bem! 
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