17 de junho de 2016

Precisamos falar sobre escolhas (e sobre Sense 8)

Eis que depois de décadas resolvo maratonar Sense 8.

Já tinha assistido o primeiro episódio pelo menos umas três vezes sem engatar, mas segui em frente e MIGAS o que é aquilo em nome de Jesus?

PASSEI MAL com aquela série. Amei a história, amei os personagens, desenvolvi crushes, shippei casais e estou DESESPERADA, deixa eu soletrar talvez vocês não entendam a dramaticidade da situação, D-E-S-E-S-P-E-R-A-D-A, pela segunda temporada.

To seguindo todos os atores no instagram, já li tudo na internet sobre o assunto. Naquelas de stalker.

(acho que bati o recorde de internetês em uma única introdução)

Dentre tantas reflexões e confusões mentais que a série me trouxe, num dos episódios o personagem Capheus, mais conhecido como Van Damme (e que será substituído na S02 por outro ator porque arranjou treta com a produtora. Bapho) soltou essa frase:

"Como podemos saber se somos nós que fazemos a escolha ou se a escolha nos faz quem somos?"

Pifei. Comecei a pensar nisso tão loucamente, tão profundamente.

Talvez porque tudo isso esteja combinado com minha crise dos trinta anos quando você começa a questionar toda a sua vida e suas decisões e começa a pensar "o que diabos eu estava fazendo nesse tempo todo que eu nem vi passar?". Talvez. São questões. Pode ser só mercúrio retrógrado mesmo. Mas o fato é que a gente começa a refazer os passos que nos trouxeram até aqui.

A gente chega a um ponto da crise que começa a pensar que se pudesse voltar no tempo faria escolhas completamente diferentes, o que faria com que o resultado atual pudesse ser mais próximo do que realmente sonhamos pra nós.

Mas aí entra a questão de Capheus: Será que realmente faríamos escolhas diferentes?

Será que nós pensamos em escolhas diferentes porque as escolhas que fizemos nos conduziram a ser o que somos hoje e o que o nosso eu de ontem não seria capaz de diferente? 
CALMA.

O que eu tô tentando dizer é: nós só tomaríamos caminhos diferentes no passado se fôssemos a pessoa que somos hoje. Mas nós só somos as pessoas que somos hoje pelas escolhas que fizemos no passado.

DEU PRA ENTENDER? TO SURTANDO?

O fato é que eu chego à conclusão de que são as nossas escolhas que nos fazem quem somos. Que por mais que tenhamos esse ideal romântico de que seríamos capazes de nos conduzir a uma rota completamente diferente estamos nos enganando quando o fazemos. E que nos apegarmos a essa ilusão nos prende e nos transforma em grandes covardes diante da necessidade de mudança pelas escolhas já feitas.

Valorize a sua bagagem (não estamos falando de bundas aqui, mas valorize a sua também). Valorize seu histórico e tudo que foi construído até aqui. Mas não tenha medo de fazer novas escolhas sendo o ser novo e transformado que você é. Não tenha medo das mudanças que suas escolhas fizeram em você. Não se assuste se hoje você é uma pessoa completamente do que foi. Nunca se arrependa do que fez, apenas tire lições de tudo e siga em frente. O tempo é relativo e se tem algo que tenho sempre reaprendido é que é muito ok recomeçar do zero em qualquer tempo.

O que vocês acham? Tô sozinha aqui pirando?

Assistam Sense 8 e conversem comigo por favor? Eu não tô bem! 

15 de junho de 2016

Talvez um Dia

Daí que estou nesse vórtex de leituras de livros new adult desde que li Belo Sacrifício no final do mês passado.

É sempre assim. Os Madoxx demoram a chegar, mas quando chegam me fazem querer ler um monte de romances gostosinhos clichê com garotos difíceis e meninas legais. (com exceção da Abby. Odeio. Quem conhece sabe).

Joguei no google: Bons livros new adult com personagens acima de 16 anos (não sou obrigada).

E apareceram muitas referências aos livros da Collen Hoover. Resolvi experimentar começando por Um Caso Perdido. Que gostei bastante, mas não será o foco desse post.


Já estava ali na lista de espera o Talvez Um Dia. Achei o nome legal, não era trilogia (glórias a Jesus) e as primeiras páginas me pegaram.

Sidney uma garota que vive na universidade e trabalha nela também, divide apartamento com sua amiga Tori e namora Hunter a uns bons dois anos. Só que ela não contava que estivesse levando um baita par de chifres dentro da própria casa. Isso mesmo, o namorado pegando a amiga. Ela arruma uma confusão, soca os dois e se vê na rua, com malas, na chuva e sem ter pra onde ir.  

Aí entra Riden. Um cara que havia entrado na vida de Sidney há pouco tempo com uma amizade curiosa e que resolve hospedá-la no quarto vazio deixado pelo irmão no apartamento.



A relação dos dois começa platônica. Com Sidney à noite de sua varanda acompanhando as músicas tocadas por Riden na varanda oposta. Ela nunca imaginou que ele a percebia ocultamente admirando-o ali até que ele faz contato passando seu número de telefone num cartazinho improvisado. Como a história é contada por Sidney e por Riden sabemos pelo lado dele que ele, além de programador, é músico e compõe canções para a banda de seu irmão que está em relativa ascensão. Sabemos também que ele está em bloqueio criativo com as letras das canções e que percebe certa garota na varanda oposta cantando suas canções dedilhadas no violão. Percebe que pode ser a solução para seus problemas se essas letras que ela canta sozinha para si mesma sejam tão boas quanto parecem ser pela expressão dela. Riden tem uma namorada de 5 anos a qual ama profundamente, não há o objetivo romântico nesse contato.

O relacionamento de Riden e Sidney traz muitas surpresas para o leitor e por mais que pareça um grande clichezão, a história vai se aprofundando na vida de todos os personagens de forma que se tornam reais, viscerais. Nos encontramos em cada conflito amoroso, moral, de vida.

Definitivamente não é uma história comum nem esquecível. E me fez pensar muito sobre escolhas que fazemos na vida.  Escolhas que parecem acertadas, mas são puramente egoístas, escolhas que fazemos pelos outros achando que podemos saber o que é melhor para eles, escolhas que mantemos por pura comodidade ou falta de reflexão do porquê de tudo.

Recomendo fortemente a leitura desse livro. Ah! Tem mais. Ao longo da história Riden e Sidney escrevem músicas e dá pra escutar elas numa playlist disponibilizada pela autora (que junto com o cantor Griffin Peterson criaram letra e melodia para todas as músicas).


Mexeu comigo demais.

Já leram? 

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